Hey folks.
Me and David are preparing a comeback to Skavis. The site will be only in English with content from literature around the world and focused on Fantasy, Horror and Science Fiction, but with posts about other genres too. In other words, the books we normally read. I hope to see you soon. I’m organizing the content that is already on the blog before posting something new.
Back on track
•September 6, 2009 • Leave a CommentMudança de endereço
•January 5, 2009 • Leave a CommentPessoal,
O skavis está mesmo de mudança para o meu site pessoal.
Lá você poderá encontrá-lo no menu com o nome ‘Na prateleira’.
Aqui ficará um imenso arquivo de capas.
Lá, as capas e um resumo sobre o livro. Quando lido, gera uma resenha que vai para o Aguarrás e para o link de… (suspense) …resenhas.
Os que não me cativarem para tanto, ganham uma mini-resenha, só para constar.
Obrigado aos visitantes desse curto período de existência.
Resumão de leituras
•December 27, 2008 • Leave a CommentFoi um ano de pausa. A mudança para SP consumiu tempo e neurônios, mas no último minuto do segundo tempo consegui recuperar o ritmo de leitura e fazer a fila andar. Se eu lembrar de mais, coloco aqui depois.
- O professor de Botânica, Samir Machado de Machado
- O beijo canibal, Daniel Odier (sensacional!)
- Cordilheira, Daniel Galera
- Fool Moon, Jim Butcher
- Storm Front, Jim Butcher
- Gentlemen of the Road, Michael Chabon
- Guardianes de la noche, Serguei Lukyanenko
- Hell to pay, Simon Green
- Fome, Tibor Moricz
- Areia nos dentes, Antônio Xerxenesky
- Pó de parede, Carol Bensimon
- Pontos de vista de um palhaço, Heinrich Böll
- Histórias do Tarô, vários autores (livro de contos)
- Madhouse, Rob Thurman
- Quintessência, Flávio Medeiros
- Night Shift, Lilit Saintcrow
- Sun of Suns, Karl Schroeder
- White Night, Jim Butcher
- Anhangá, J. Modesto
- Corações Blues e Serpentinas, Lima Trindade
- Três Cadáveres, Fialho de Almeida
- De Roswell a Varginha, Renato Azevedo
- Certas Canções, Marcelo Semer
- Um sete Um, Ítalo Ogliari
- El ojo del halcón, Manuel Ruiz
- Daemon Eyes, Camille Bacon-Smith
Não literatura:
- Violência Letal, Renda e Desigualdade no Brasil
- Tiranias da Modernidade, de Izabel Margato
- Notas. Atos. Gestos.
- Cinco prefácios para cinco livros não escrito, Nietzsche
- Por que não? Rupturas e continuidade da contracultura
Na lista de 2009, muita coisa boa:
- D. Pedro II, biografia.
- Gomorra, Seviano.
- 40 novelas de Pirandello.
- Perdido Street Station, China Mieville
- Yiddish Policemen’s Union, Michael Chabon
- Um espinho de Marfim e outras histórias, Marina Colasanti
Crise de identidade
•December 23, 2008 • Leave a CommentPessoas,
O Skavis está em crise de identidade.
Como as resenhas que faço para o Aguarrás são muito melhores do que as mini-resenhas que faço para cá, o site está mesmo uma grande coleção de capas. Resumo da ópera, talvez eu passe a postar mini-resenhas no Aguarrás também. Menores em tamanho, mas com mais conteúdo do que eu exploro aqui.
É capaz de o meu site pessoal também sofrer mudanças ano que vem, o que permitiria englobar o Skavis. Vamos ver para onde o Skavis irá. Seja lá o que for que aconteça, a idéia das capas permanece.
Fool Moon, Jim Butcher
•December 8, 2008 • Leave a Comment
Fool Moon é o segundo livro da série The Dresden Files, escrito ainda quando Jim Butcher não sabia que seria publicado (e ganharia rios de dinheiro com isso). Não achei tão bom quanto o primeiro justamente pelo motivo que o livro costuma ser elogiado: adrenalina demais.
Como o nome dá a entender, o tema aqui são lobisomens. Não sei se é porque tenho um personagem lobisomem mais contemporâneo, achei os do Butcher ultrapassados (pelo menos uma parte). Pese aí o fato de o livro ser de 2001 (em oito anos o Butcher lançou 9 livros dessa série de fantasia urbana e mais 4 de uma de fantasia tradicional, ô que inveja), Butcher até se esforça para acrescentar novidades ao mito. São vários os tipos por aqui, nada que se pareça com RPG, aquele papo de clãs, raças, etc. Infelizmente, adiantar esse dossiê wherewolf aqui no Skavis seria estragar metade da trama. Então, o que posso dizer é que tem lobisomem para todos os gostos. Dito isso, fica a pergunta: do que estou reclamando afinal? Eu explico. Por mais variados que sejam os lobisomens na superfície, a abordagem é a clássica. O cara que carrega uma maldição mais do que um dom e que não tem controle sobre os seus atos. A fera que repentinamente escapa de dentro do humano. A fera que guardamos dentro de nós. Aquele papo todo que estou cansado de ouvir e que é quase metafísico de tão presente. Isso faz o Butcher retomar o duelo interior de Harry Dresden, o lado negro da força. Essa coisa de lembrar que a magia é tentadora cansa um pouco, não pelo tema em si, mas porque o Dresden é super bonzinho, nunca deixaria ninguém na mão. Ele é mostrado assim o tempo inteiro, apesar do passado negro ainda não revelado inteiramente. A boa notícia é que o duelo interior acontece só uma ou duas vezes, justamente nos momentos em que a magia no ar está descontrolada.
O livro se divide em duas partes. Na primeira quem comanda é a investigação. Vários corpos destroçados sempre perto da lua cheia. Serão lobisomens de verdade? Um só? Será um grupo de bandidinhos chamado Streetwolves simulando garras em seus ataques para assustar os rivais? Por que um dos seguranças do mafioso mais poderoso da cidade foi morto? Um jeito meio psicopata de ser? Perguntas.
Harry e Murphy (a policial que no futuro será uma grande amiga, mas que aqui ainda duvida dele) seguem investigações paralelas que se esbarram em vários momentos. Quem também está na jogada é o FBI. Para piorar, Murphy está sofrendo pressão graças ao resultado do livro anterior. Rola aquela intriga policial que nos acostumamos a ver no cinema. Tem sempre alguém querendo ferrar o outro. Uma boa sacada foi continuar em Fool Moon a saga do mafioso Marcone. A relação entre Marcone, Murphy e Dresden me pareceu em White Night uma das melhores coisas da série. Nesse ponto, a relação já adquire complexidade pelo lado de Marcone. Só falta mesmo que a confiança entre Murphy e Dresden desencante.
A segunda parte começa com o grande pesadelo. Tudo de mais terrível que você imaginou era verdade. A partir daqui o rush de adrenalina não pára. É lobisomem atrás de lobisomem, morte atrás de morte e o Dresden sofrendo de um tipo de impotência (a série é bem humorada, esqueceu?) É outra mania que Butcher não larga. As cenas de ação são muito longas. Se eu canso só de ler, imagino os personagens. Aliás, o Dresden aqui apanha um bocado. Como ele mesmo diz, as aves estão para os velociraptores assim como os lobos estão para os lobisomens. Ou seja, lobisomem não é boneco de pelúcia e o estrago é grande.
No final, tudo se resolve dentro do possível. Mas é aquela história. Quando o escritor cria um inimigo forte demais, ele precisa se esforçar em dobro para resolver a história. Jim Butcher soube plantar durante a trama todas as peças que usaria mais adiante. Alívio. Nada de deus ex-machina estilo Stephen King para terminar o livro. Até o que parece repetitivo subitamente faz sentido. Ainda assim, achei cansativo. Um meio termo entre a investigação didática da primeira parte e o horror movie da segunda teria caído muito bem!
Para encerrar, é nesse livro que Dresden começa a insinuar que algo maior está acontecendo. A impressão é de que as peças do primeiro e do segundo se juntarão mais adiante na figura de um grande mago negro. Mal posso esperar.
Storm Front, Jim Butcher
•December 2, 2008 • Leave a CommentQuem lê uma série como essa desde o início pode acompanhar a evolução do personagem durante anos. Os fãs sabem a origem de cada cicatriz, como um mago adquiriu esse ou aquele poder, quem é a tal mulher misteriosa que faz o protagonista tremer com a simples menção do seu nome. Esse não foi o meu caso, mergulhei direto em White Night, o oitavo da série, quando decidi pesquisar fantasia urbana. Conheci relacionamentos já intensos, uma estrutura narrativa consagarda, uma mitologia bem desenvolvida. Por isso, a curiosidade e a apreensão eram equivalentes quando peguei o primeiro volume da série Dresden Files para ler (os outros sete me aguardam empilhados na mesa).
Considerando esses fatores, Storm Front foi uma boa surpresa. Todos os elementos da série estão presentes desde o começo, só mudam as percentagens. Aqui, Butcher conta a história de um mago que se assume assim diante dos pobres mortais. Ele é considerado um charlatão por meio mundo, sacaneado até pelo entregador de pizza, mas existem pessoas que realmente precisam de sua ajuda e estão dispostas a pagar o preço. Ou seja, Dresden é um mago freelancer. Um de seus clientes é a tenente Murphy, que trabalha na polícia. Não chega a ser um Arquivo X, mas Murphy trabalha em um setor que investiga casos… estranhos. E o caso que agita o livro é bem hardcore: dois corpos, amantes, encontrados com um grande buraco no peito. Seus corações simplesmente explodiram. Magia negra? Quem seria poderoso o suficiente para explodir o coração de duas pessoas à longa distância?
Storm Front ainda não carrega o ar sombrio de White Night, o humor do Dresden é bem carregado e o do Jim Butcher ainda mais. Enquanto o personagem faz graça de tudo, Butcher consegue tirar piadas até de ataques repentinos de demônios. É quase pastelão, mas tem efeito. A relação de parceria Dresden-Murphy também está bem no início, logicamente, e Butcher explora a dificuldade de se acreditar em um mago. Melhor, de convencer o departamento de polícia que Dresden é um mago de verdade. Murphy acredita nos poderes dele, só não sabe o quanto pode acreditar nele. É uma policial experiente, não divide informações com qualquer um. Não gosta de ser passada para trás e, infelizmente, Dresden precisa ocultar algumas coisas. Sobra motivo para conflitos.
A mitologia também não decepciona. Aqui e ali, entre um crime e outro, o leitor encontra vampiros (um nada glamouroso) alucinados, demônios, orgias (ops!) e, é claro, muito mágica. O jeito que Dresden conta isso ao leitor faz tudo parecer natural dentro do contexto. Não posso adiantar os detalhes para não estragar as surpresas. É tudo muito incipiente, mas vale a pena.
O ponto fraco fica pelos dilemas existenciais. Dresden tem um pé na magia negra. É 99% bom moço, então o 1% de “será que é melhor ser um mago negro” ou mesmo o “não é melhor me mandar e deixar todo mundo se ferrar sozinho?” acabam só ocupando espaço de fim de capítulo.
Para mim, Storm Front teve um sabor especial porque uma parte da história de White Night começa justamente nele, no primeirão. Pelo cinco personagens seguem toda a série. Dresden incluído.
Good Omens, Neil Gaiman e Terry Pratchett
•November 20, 2008 • Leave a CommentNeil Gaiman é um escritor muito conhecido e querido pelos brasileiros. Se antes era cult com a série Sandman, hoje gera filas de autógrafos gigantescas. Good Omens saiu aqui como Belas Maldições. É um trabalho do Gaiman de 1990, creio que sua primeira investida na literatura. Apesar de por aqui ele ser o mais conhecido da dupla e muita gente identificar a marca do Gaiman pelo humor, diz a lenda que o livro tem muito mais do Terry Pratchett do que Neil Gaiman. O Pratchett também é engraçadinho. Leve isso em consideração na hora de partilhar os méritos.
A trama fala de uma tentativa frustrada de apocalipse. O release oficial mostra bem qual é o clima. “O mundo acabará em um sábado. Para falar a verdade, no próximo sábado”. Só que um anjo e um demônio começam a perceber sinais de que esse apocalipse está chegando e decidem se rebelar, afinal gostam da boa vida e do mundo como ele é. A missão da dupla improvável passa a ser impedir apocalipse a qualquer custo. O livro também conta a história do anticristo que está vindo por aí. Desde pequeno ele passa pelas situações mais bizarras possíveis.
Recebido por umas freiras satanistas que se comunicam por código e uma nunca se entendem, o bebê anticristo vai parar na família errada e ao invés de ser um milionário acaba virando um suburbano típico. Sem receber a influência dos satanistas, o anticristo cresce feliz e contente e vira um garoto super gente boa. O livro também traz uma descendente da Agnes Nutter, a bruxa que fez as previsões do apocalipse. Só que, além de o texto estar todo fragmentado, a Agnes não sabia o que seriam carros, aviões e coisas do tipo, então aproximava a idéia do jeito que conseguia. Imagine alguém precisando descrever uma invenção do futuro sem vocabulário e parâmetros de comparação para isso. Agora imagine alguém no nosso tempo precisando decifrar os textos. Confusão certa e muito material para humor, com direito até a aparição dos Cavaleiros do Apocalipse.
Gosto principalmente da primeira metade do livro. Quando a descendente da Agnes aparece o ritmo começa a ficar arrastado, problema que só se resolve quando os novos personagens são totalmente integrados à trama. Se você não conhece Gaiman, comece por Deuses Americanos.











